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Emmy esnoba o talento de atrizes negras transexuais de Pose

Na semana passada, em uma live, Angelica Ross chorou por decepção e revolta ao comentar a lista de indicados ao Emmy. Nenhuma atriz transexual de Pose (FX / Netflix) foi indicada, ainda que a segunda temporada da série tenha sido marcada por interpretações fantásticas. Elas também foram ‘esquecidas’ em 2019.

“Estou tão cansada… Eu quero que nossa sociedade valorize vidas trans e vidas negras trans. Eu me sinto dessa forma porque acho que não há nada que possamos fazer”, desabafou a artista. Além de integrar o elenco, ela é diretora de uma empresa que ajuda transexuais a conseguir bons empregos.
A própria Angélica protagonizou alguns dos melhores momentos de Pose quando sua personagem, a feroz garota de programa Candy, vira projeção do subconsciente de amigos e desafetos após ser assassinada. A sequência de seu funeral transformado em um baile de voguing é impactante.

No ano passado, Billy Porter se tornou o primeiro homem assumidamente gay a ganhar o Emmy, na categoria Melhor Ator em série dramática, pela performance de Pray Tell, o locutor dos bailes mostrados em Pose. O personagem enfrenta o drama do envelhecimento, do racismo, da homofobia e de ser portador do HIV nas décadas de 1980 e 1990, no auge das mortes por aids.

A premiação de Porter foi merecida. Por outro lado, ressaltou tratamento desigual por parte da direção do Emmy. Teria havido machismo e transfobia ao consagrar um negro homossexual militante e desdenhar o trabalho igualmente criativo e socialmente relevante das atrizes trans negras e latinas da mesma série?

Fonte: Terra